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A Fábrica da Vista Alegre, nasceu num período de revoluções, o século XIX, como a concretização de um projecto de José Ferreira Pinto Basto por Influência do sucesso da fábrica de vidro da Marinha Grande. Pinto Basto decidiu assim criar uma fábrica de porcelanas, vidro e processos químicos.
Começou por adquirir, em 1815, a Quinta da Ermida, perto da vila de Ílhavo e na proximidade da Ria de Aveiro, região rica em combustíveis, barro, areias brancas e finas e seixos cristalizados, elementos fundamentais para vidros e porcelanas. O alvará que autorizou o funcionamento da Fábrica da Vista Alegre foi concedido em 1824, pelo rei D. João VI e cinco anos depois, a Vista Alegre recebia o título de Real Fábrica, um reconhecimento pela sua arte e sucesso industrial.
A contribuição de artistas estrangeiros, como Victor C. Rousseau, foi importante, sobretudo para a criação de uma escola de pintura que ainda hoje é famosa. Na década de 1970, a Fábrica de Porcelana da Vista Alegre deu importantes passos na sua modernização tecnológica e prestou mais atenção à formação de jovens pintores. Em 1983 criou o Gabinete de Orientação Artística (GOA) e, em 1985, o Centro de Arte e Desenvolvimento da Empresa (CADE), com a finalidade de fomentar a criatividade, contribuir para a formação nas áreas de desenho, pintura e escultura, apoiar a Fábrica técnica e artisticamente e fomentar o seu desenvolvimento.
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